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Região Carajás se compromete com a elaboração do Plano Municipal de Atendimento

Diversos operadores que compõem a rede intersetorial da política socioeducativa da Região Carajás participaram hoje (27) do último dia do Encontro Regional da Socioeducação no município de Marabá. A agenda visa alinhar conceitualmente as ações desenvolvidas por esses atores junto aos adolescentes e jovens em cumprimento de medida socioeducativa em meio aberto.

 

 

 

Alguns dos temas discutidos durante a programação foram a elaboração e monitoramento do Plano Individual de Atendimento (PIA), o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE) e os princípios orientadores da atuação profissional que o trabalho exige.

 

 

Segundo a coordenação do encontro, a expectativa é de que a partir desse evento todos o municípios da região irão concluir a elaboração dos seus respectivos planos, como explica Jane Garete, membro da Coordenadoria de Regionalização e Apoio à Municipalização (CREAM) da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (FASEPA). “Todos os municípios devem elaborar seu plano. A gestão do município que for comprovada que esteja obstruindo a elaboração do plano poderá ser responsabilizada pelo Ministério Público”, ressaltou Jane.

 

 

Para a titular da Secretaria de Assistência Social, Proteção e Assuntos Comunitários (SEASPAC) de Marabá, Nadjalucia Oliveira, “o desafio é fazer com que a Secretaria de Saúde, a educação, o esporte, entre outros compreendam que este fenômeno é da sociedade, e não só do Estado”, comentou ela referindo-se às instituições públicas responsáveis por prestar atendimento especializado aos socioeducandos e suas famílias.

 

 

Em sua maioria, as pessoas atendidas pelos serviços estão em uma condição de vulnerabilidade social e risco pessoal, como explica Marinete da Silva, psicóloga do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) de Marabá. “A realidade dos adolescentes que estão em medidas socioeducativas são de baixa renda ou estão abaixo da linha da pobreza, são oriundos de bairros periféricos, tem envolvimento com o trafico de drogas e convivem diariamente com a violência”, destaca Marinete.

 

 

 

Histórico - O processo de elaboração do Plano Estadual teve início em 2010, envolvendo 80 municípios paraenses em oficinas regionais que culminou no I Encontro Estadual do Atendimento Socioeducativo naquele mesmo ano. Já no ano e 2013, o documento recebeu colaborações dos gestores municipais, dos Conselheiros Municipais do Direito da Criança e do Adolescente (CMDCA), de algumas secretarias de estado e de parte dos adolescentes internos da Fasepa.

 

 

O encontro contribui para troca de experiências entre os municípios e o Governo do Estado visando o fortalecimento da rede como afirmou Waldirene Souza, secretária adjunta de assistência social de Abel Figueiredo. "O nosso plano no momento está em fase de diagnóstico inicial visando desenvolver ações preventivas para diminuir o número de internações. Vale a pena acreditar no trabalho desenvolvido com os adolescentes", concluiu Waldirene.  

 

Texto e fotos: Alberto Passos/ Ascom Fasepa

 

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