Entre os dias 6 e 12 deste mês, o Centro Socioeducativo do Baixo Amazonas (CSEBA), em Santarém, realizará, em parceria com o Serviço Social do Transporte e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SEST/SENAT), oficinas de biojóias e macramê. As atividades fazem parte do projeto “Auroras do Tapajós: Arteterapia e Capacitação Profissional”, e têm como objetivo promover a inclusão social e econômica de servidores, socioeducandos e seus familiares. A oficina de biojóias ensinará a criação de acessórios sustentáveis com materiais orgânicos da região amazônica, como sementes, madeira e fibras naturais, enquanto a oficina de macramê abordará técnicas de nós e tramas, estimulando a criatividade, a concentração e a autoestima dos participantes.
A oficina de Biojóias e Macramê tem como foco o uso de matérias-primas naturais para a confecção de peças únicas, com valor sentimental, cultural e aquisitivo. O trabalho envolve o aproveitamento de recursos da floresta amazônica, transformando-os em peças exclusivas que refletem a história e a relação dos povos indígenas com a natureza.
Além de promover a sustentabilidade, a atividade proporciona aos participantes a oportunidade de aprender um ofício, com a arte do artesanato, que pode gerar renda e contribuir para a inserção no mercado de trabalho.
Capacitação Profissional e Inclusão Social
A proposta da oficina vai além de ensinar um novo ofício, oferecendo aos jovens privados de liberdade e seus familiares a oportunidade de um futuro mais promissor. A confecção de acessórios e peças decorativas artesanais, utilizando materiais locais, surge como uma alternativa para os jovens em medidas socioeducativas, permitindo-lhes gerar renda, contribuindo para a movimentação da economia paraense, além de favorecer a reintegração social dos participantes.
A assistente social do CSEBA, Maria Mariana, reforça a importância das oficinas manuais, como possibilidades de estimular a criatividade, concentração e autoestima dos participantes, oferecendo um espaço de expressão e reflexão. Essas oficinas, além do aprendizado de uma habilidade, fortalecem a comunicação entre os jovens, incentivando o trabalho em equipe e a troca de experiências. Ao criar peças únicas, os participantes descobrem o valor do esforço e da paciência, construindo pontes para novas perspectivas e oportunidades”, destacou a assistente social.
Com a realização da COP 30, ainda este ano, a profissionalização desses jovens e seus familiares, se torna uma oportunidade valiosa, promovendo a geração de empregos e o fortalecimento da autoestima, ao prepará-los para serem inseridos no mercado de trabalho. O projeto contribui para que se sintam acolhidos e valorizados, estabelecendo uma conexão entre os participantes e o mundo profissional, ampliando suas chances de inclusão social.
De acordo com a gestora do CSEBA, Roseane Figueira, “O momento foi vivido pelos participantes, de forma muito construtiva, pois a oficina é uma excelente fonte de renda, principalmente no cenário amazônico”, destacou a gestora.
Equilíbrio Emocional e Arteterapia: Cuidando da Saúde Mental
A oficina está dividida em duas etapas metodológicas: aula teórica e prática. Além de ensinar técnicas
de confecção de artesanatos manuais, a atividade tem um importante papel no equilíbrio emocional dos
participantes. Por meio da arteterapia, os socioeducandos podem desenvolver sua expressão artística, o que contribui para a melhora da saúde mental e a promoção de uma autoestima mais elevada. A ação visa proporcionar não apenas uma capacitação profissional, mas também uma oportunidade de transformação pessoal, priorizando o cuidado emocional e incentivando os jovens a expressarem suas emoções de maneira saudável.
De acordo com a psicóloga, Alessandra Mota, uma das idealizadoras e organizadoras das oficinas, destacou que essas oficinas são importantes para o desenvolvimento de habilidades manuais e artísticas, além do equilíbrio emocional dos participantes. “A oficina possibilitou o desenvolvimento das habilidades artísticas de todos os envolvidos, além de ampliar a possibilidade de mais uma fonte de renda, garantindo também o equilíbrio emocional dos jovens que estão privados de liberdade”, destacou a psicóloga.
Com essa combinação de arte, sustentabilidade e profissionalização, as oficinas realizadas no CSEBA,
representam uma importante ferramenta para a reintegração social, emocional e econômica dos jovens, além de fortalecer a cultura local e a valorização dos recursos naturais da Amazônia. Essa iniciativa reafirma o compromisso da socioeducação em transformar vidas por meio da arte, cultura e profissionalização.
Texto: Dani Valente (Ascom Fasepa)
Foto: Divulgação
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