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Unidades da Fasepa fortalecem atendimento socioeducativo no Oeste do Estado

 

Atendendo 29 municípios do Estado, o Centro Socioeducativo do Baixo Amazonas (Cseba) passa por um processo de revitalização, tanto no espaço físico quanto no atendimento socioeducativo. Gerenciado pela Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa), um dos destaques da unidade, que hoje tem 47 adolescentes e jovens em cumprimento de medida socioeducativa de internação, é a união da equipe técnica que busca fortalecer o atendimento aos socioeducandos e seus familiares que, em sua maioria, de acordo com a gestão da unidade, são de famílias de baixa renda e que moram em cidades distantes do município polo, Santarém.

 


Entre as diversas memorias presentes entre os servidores da unidade de Santarém, destaca-se o da agente administrativa, Jovenilda Santos, primeira servidora do Cseba, que tem a preocupação de guardar todos os documentos e fichas dos adolescentes que passaram pelo espaço ao longo dos anos e mantendo viva a memória do lugar. “Antigamente não existia internet, nem computador e por isso fui buscando as anotações com a preocupação. Estou aqui desde o primeiro dia, vi o primeiro adolescente entrar na unidade e resolvi ir atrás, organizando toda a documentação e hoje contamos com um livro de entrada onde possamos ver quantos adolescentes atendemos por ano, sem precisar ir para o sistema” relata.

 

A agente administrativa, Jovenilda Santos (foto), foi primeira servidora do Cseba e tem a preocupação de guardar todos os documentos e fichas dos adolescentes que passaram pelo espaço.


Jovenilda também destacou o avanço no atendimento técnico e o comprometimento da equipe de Santarém e da capital que busca o fortalecimento da Fundação na região Oeste do Pará. “Como tudo vai se transformando, vejo uma evolução muito grande, principalmente nessa presidência. Vejo que todos dão o apoio e preocupação em mandar material e contratar servidores para a unidade de Santarém. Temos uma reforma interessante na unidade e isso é muito importante para a gente, coisa que não víamos antes”, completa.

 

A gestora do Cseba, Wanda Lucia (esquerda), explica o funcionamento do trabalho na unidade de internação de Santarém.


A gestora do Cseba, Wanda Lucia, apontou a integração entre equipe técnica e socioeducandos como fator importante na ressocialização dos adolescentes e jovens. Desde a oferta de cursos até as visitas familiares. “O Cseba hoje realiza atendimentos nas áreas sociais, pedagógica, psicológica, desenvolve atividades recreativas (interna e externa), atendimento à saúde e acolhe demandas escolares dentro do espaço físico da unidade para adolescentes cursando o ensino fundamental e médio, devidamente matriculados. Resinificar um caminho onde a Família, a educação, a saúde e o relacionamento social e comunitário estão complemente comprometidos, e um grande desafio, mas quando dispomos de uma equipe de trabalho completamente comprometida e integrada este desafio se torna prazeroso”, declara.

 


A maioria dos adolescentes são de famílias em situação de vulnerabilidade social e cumprem medida por roubo e trafico de drogas, com a maior incidência de atos infracionais esta dividido entre os municípios de Santarém, Altamira e Uruará. Wanda destacou a importância de garantir atividades que combatam a ociosidade e proporcionem a ressocialização de todos os jovens. “Realizamos dentro da unidade oficinas com participação de todos, divididos em turmas. Proporcionamos visitas das famílias dentro do espaço físico da unidade uma vez por semana para adolescentes deste município e durante toda a semana para adolescentes de outros municípios conforme a disponibilidade das famílias” detalha.


Semiliberdade


O Centro de Semiliberdade de Santarém (CSS) tem como principal objetivo, realizar os últimos preparativos para o retorno dos adolescentes e jovens internos a sociedade. A maioria das atividades desenvolvidas são fora das unidades, o que garante a ressocialização dos internos sem deixar de levar para eles a importância de uma boa convivência para que não voltem a reincidir no ato infracional.

 

Rosangela Sales (à esquerda) destacou a importancia de disciplinar o socioeducando para que não volte a cometer um ato infracional.


“Procuramos fazer um trabalho socioeducativo sempre buscando o que preconiza o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e o Sinase (Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo), sendo a maioria delas fora das unidades. Já é estamos preparando os jovens a retornar a família e ao convívio com a sociedade. Os adolescentes que vem para cá já devem estar mais centrado e entendendo o cumprimento de sua medida. Ele deve compreender que a vida é feita de regras e limites, quando entram na instituição apresentamos que a própria rua tem regras e precisa fazer essa assimilação para uma boa convivência e não tomar para si o perigo das más companhias”, ressalta a gestora do CSS, Rosangela Sales.

 

À esquerda, parte da equipe do CSS. À direita, parte da equipe do Cseba.


Para ela, é fundamental despertar no socioeducando a noção de disciplina para que não volte a cometer um ato infracional e possa garantir a sua ressocialização. “Eu trabalho na Fasepa há 29 anos e a falta disciplina é um dos fatores que faz o jovem parar na socioeducação, além da educação precária, pouco acompanhamento da família e outras situações de negligência. São fatores que influenciam na própria qualidade de vida de que não tem condições sociais favoráveis. Devem buscar cedo sua sobrevivência e encontram nas ruas pessoas que apresentam o jeito errado de ganhar dinheiro”, declara.

 


Texto: Tiago Furtado

Fotos: Dani Valente / Ascom Fasepa

 

 

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