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Ações fortalecem o ensino de estudantes privados de liberdade

 
A evasão escolar e o desinteresse pelos estudos é a realidade da grande maioria dos 374 adolescentes e jovens privados de liberdade no estado. Com este desafio, o Centro Socioeducativo Masculino (Cesem), em parceria com professores da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) aproveitaram a semana que é celebrada o Dia do Estudante, 11, e promoveram programação dedicada especialmente aos estudantes da socioeducação.
 
 
Hoje com 43 adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa de internação, entre 16 e 17 anos de idade, a equipe do Cesem realizou atividades pedagógicas de incentivo à leitura e a importância do saber por meio de roda de conversa, jogos lúdicos, apresentação de vídeos, outros. A professora da Seduc, Adlai Eleres, descreve que muitos desses jovens estavam há tanto tempo fora da escola, que não lembravam em que série estudavam quando estavam em liberdade.
 
 
“Somente agora é que os alunos estão vivenciando na prática este processo educacional, já que muitos deles relatam que ainda não veem a educação como algo importante para o seu futuro. Por esta razão, cabe a nós professores criar mecanismos que possibilitem despertar o interesse e a paixão deles pela educação”, frisou a professora, que atua ha cinco anos na medida socioeducativa.
 
 
A educação de crianças e adolescentes é prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), privados ou não de liberdade. Apesar disso, dados da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa) apontam que 74,25% dos adolescentes e jovens internos em 2014 estudaram até a segunda série. Em busca de novas escolhas, o adolescente Paulo*, 16 anos, está há três meses na medida socioeducativa, e revela que antes de ser apreendido, estava cursando o 2º ano do ensino médio, e já faz planos para quando sair da unidade.
 
 
“A educação é importante porque oferece muita coisa boa pra nós, principalmente tirar a gente da rua e afastar das más companhias. Eu estou muito feliz por voltar a estudar aqui no espaço, aprender coisas novas e correr atrás do meu sonho, que é fazer uma faculdade de engenharia”, defende o socioeducando. 
 

*Nome fictício de acordo com o Art. 247 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). 

 

Texto e fotos: Alberto Passos / Ascom Fasepa

 

 

 

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Imagem ilustrativa da notícia.
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