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Dia Nacional da Consciência Negra é destaque nas unidades da Fasepa

A maioria dos adolescentes e jovens que cumprem medida socioeducativa no Estado do Pará é formada por negros. Por isso, a Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa) em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), promoveram várias ações pedagógicas e culturais durante esta semana em homenagem ao dia 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra. O foco das atividades se deu a parir das contribuições dos povos africano na formação do território brasileiro, e uma reflexão acerca dos direitos conquistados ao longo dos anos.
 
“Eu queria mandar um ‘salve’ para todo mundo, que assim que nem eu, é negro. Eu tenho muito orgulho da minha cor, mas a gente ainda sofre muito preconceito das pessoas por ser preto, mas isso não é novidade pra ninguém. Eu aprendi que essa data é muito importante porque tem muitas pessoas negras que ajudaram a transformar o mundo pra melhor”, disse um adolescente de 15 anos, durante atividade realizada no Centro Juvenil Masculino (CJM), se referindo a Nelson Mandela.
 
                                                    
                                        Internos participam da atividade durante programação no CJM
 
Dados do Núcleo de Planejamento (Nuplan) revelam que nove em cada dez internos são negros. Atualmente a Fasepa atende 346 internos em 14 unidades de Atendimento Socioeducativo (UASEs). Se tomarmos como exemplo apenas o (CJM), dos 28 adolescentes que estão no espaço, 22 deles são negros. O que em números percentuais dá 78,6% de negros, contra 21,4% de brancos e pardos. Outro dado que chama a atenção, é em relação ao perfil socioeconômico destes internos e seus familiares, onde na sua maioria são pessoas de baixa renda, estão à margem de bens e serviços, estão em situação de vulnerabilidade pessoal e social, possuem nível de escolaridade muito baixa (ou inexistente), estão inseridos em algum programa assistencial, outros.
 
Cada (UASE) desenvolve suas atividades artísticas e culturais de forma livre. Levando em consideração as aptidões dos internos. A equipe pedagógica que atua no (CJM) se valeu de recursos audiovisuais de variados assuntos para mediar os debates e estimular a discussão, passando também pela música, culinária, a dança, religião, desenhos e produção textual. A (UASE) Ananindeua, por exemplo, organizou uma programação com música, apresentação teatral, roda de conversa, participação do Grupo de percussão do ProPaz, curta metragem com a temática cultura.
 

A professora da (Seduc) Pâmela Silva, que compõe a equipe do (CJM) ressaltou que, entre outras coisas, um dos pontos trabalhados na sua discilplina foi a questão do preconceito, a discriminação e a invisibilidade que parte da sociedade brasileira tem em relação ao negro. “A gente buscou passar para esses rapazes a questão da afirmação dessas questões étnicas. Para que eles não sintam vergonha ou diminuídos por serem negros. Eu vejo que muitos deles conseguiram fazer reflexões pessoais e coletivas sobre tudo aquilo que a gente trabalhou nas aulas, partindo do princípio da tolerância e o respeito”, destacou a educadora.

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