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Convênio garante bolsa de estágio a adolescentes

Acordos firmados entre a Fundação da Criança e do Adolescente do Pará (Funcap) e órgãos públicos do estado e do município garantem a sonhada oportunidade do primeiro emprego a adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas.
 
São vinte jovens bolsistas entre 15 e 17 anos que recebem educação para o trabalho no Tribunal de Justiça do Estado (TJE), Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do Município (TCM), em jornada diária de quatro horas, recebendo uma bolsa mensal de oitenta por cento do valor do salário mínimo.
 
Antes de ingressarem nos órgãos, os jovens passam por processo seletivo em que são analisadas as condições necessárias para se tornar um bolsista. O adolescente precisa ter bom comportamento durante o processo socioeducativo, ter bom relacionamento com outros adolescentes e com o corpo técnico da unidade em que convive, deve ter interesse pela aprendizagem do trabalho e estar estudando regularmente, entre outros critérios.
 
O adolescente R. S. M., de 17 anos, observa que a oportunidade aberta no TCE o estimulou a pensar em projetos de vida. “Agora só preciso me dedicar à aprendizagem e continuar estudando para minha vida melhorar”, diz ele.
“Saber acolher e lidar com diferenças nos faz crescer como ser humano”, afirma Lia Pessoa, diretora de Recursos Humanos, do TCE.
 
Para D. S. M., 16 anos, a bolsa veio em momento oportuno. “Eu não sabia como era a rotina de trabalho aqui. Minha família me ajudou a encontrar uma vida melhor na igreja, aqui e nos estudos. É muito bom ter essa oportunidade," diz o adolescente, que planeja cursar Teologia. Antes de ser selecionado, o jovem participou de cursos de informática, serigrafia, panificação e garçom em oficinas praticadas na unidade em que cumpre a medida.
 
 “Se cada pessoa pudesse colaborar com, pelo menos um pouco, com alguém que só precisa de uma oportunidade, teremos resultados brilhantes”, afirma Lourdes Lima, presidente do TCE. Ela lembra de um adolescente que passou pelo órgão como bolsista e hoje é funcionário público concursado.
 
Entrar em contato com pessoas em um ambiente de trabalho exercita a capacidade da autogestão, de acordo com a diretora de assistência social da Funcap, Ana Cláudia Guedes. Segundo ela, um dos maiores problemas de adolescentes envolvidos em atos infracionais é a autorejeição, depois que são rejeitados pela família e pela sociedade. “Educar para o trabalho estimula o jovem a estudar e a valorizar a família”, diz a assistente social.
 
Além da bolsa, os adolescentes recebem vale-transporte e participam de cursos de aprimoramento, no TCE. Também são assistidos por psicólogos e assistentes sociais dos órgãos em que cumprem as jornadas. O período da bolsa é de um ano.
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