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Jovens expressam a arte do grafite nos muros socioeducativos em Santarém

Liberdade de criação e o acesso às fontes de cultura são uns dos pontos defendidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que podem ser percebidos na arte do grafite. Com essa proposta, a Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (FASEPA) abriu as portas do Centro de Semiliberdade de Santarém (CSS), localizado na Região do Baixo Amazonas, para o projeto Tapajós Urbano Graffiti envolver cinco jovens que cumprem medida socioeducativa de semiliberdade em uma oficina de grafitagem.


Durante quatro dias, a ação buscou respeitar os valores culturais, artísticos e históricos próprios do contexto social dos participantes em que houve a apresentação e explicação do plano de trabalho, com orientações de técnicas sobre misturas e texturas de cores, exercícios e rodas de conversa, como iniciação. Além de receberem o certificado de conclusão das aulas, os socioeducandos realizaram a revitalização dos muros do com diversas pinturas artísticas.

 

  


Além de colocar os socioeducandos em contato com a arte e o lazer, o projeto também pode abrir caminhos para a aparição de oportunidades profissionais futuras para os adolescentes, como explica Arley Feitosa, artista plástico. "As possibilidades do grafite se tornar uma fonte de renda são infinitas. A arte do grafite está em todo o lugar hoje em dia: propagandas, filmes, marcas, fachadas de lojas e outras personalizações”, comenta Arley.


A organização da atividade foi realizada com todo o suporte da equipe pedagógica do CSS que esses momentos com os adolescentes necessitam, em conjunto com demais servidores da FASEPA. A coordenadora pedagógica da unidade, Rayane Figueira, conta que o cronograma iniciou a partir do momento em que o projeto foi apresentado e a parceria com Arley foi firmada. “A oficina teve como objetivo atingir os adolescentes e jovens com vulnerabilidade social e um dos públicos são os que possuem conflito com a lei”, complementa a pedagoga.

 

 


A experiência despertou o interesse de um jovem que está inserido no processo socioeducativo da Fasepa há quase um ano. Ele conta que pretende dar continuidade nas práticas trabalhadas na atividade. “Sim, pretendo continuar, vou sair daqui e primeiramente pintar meu quarto e ver se pode seguir adiante”, relata o socioeducando.

 

Outro adolescente, que cumpre a medida de semiliberdade em Santarém há dois meses, diz que gostou de descobrir mais sobre a arte de grafitar. “Aprendi a diferença entre grafite e pichação”, conta o rapaz de 17 anos sobre o aprendizado.


APOIO DA LEI ALDIR BLANC


O projeto Tapajós Urbano Graffiti é apoiado pela Lei Aldir Blanc (Lei Federal nº 14.017/2020), que existe para ajudar as pessoas que trabalham no setor cultural e que sofreram impactos econômicos por conta do isolamento social necessário na pandemia da COVID-19.


Texto: Kauanny Cohen/ Ascom Fasepa

Fotos: Divulgação

Vídeo: Benedito Júnior/ Ascom Fasepa

 

 

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Imagem ilustrativa da notícia.
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