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Olimpíada de Matemática traz caráter lúdico para aprendizagem de socioeducandos

Para muitos, aprender matemática pode ser um processo bem difícil, mais ainda quando as dificuldades estão relacionadas à evasão escolar e à baixa escolaridade. Em parceria com a Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa), as equipes pedagógicas da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) vem mudando essa realidade no ensino regular dentro das unidades socioeducativas do Estado com a proposta da realização de uma Olimpíada de Matemática. Nesta sexta-feira (17) encerrou-se a primeira etapa do projeto “As Quatro Operações Básicas na Socioeducação” no Centro de Internação Masculino (CIAM), que estava sendo realizada desde o dia 14.09 com a participação de sete adolescentes da internação provisória.


  

 

O objetivo do projeto é realizar atividades para estimular o raciocínio lógico e exercitar as quatro operações da matemática estimulando os socioeducandos a aprenderem por meio de uma metodologia mais lúdica. No final das etapas, os alunos receberam certificados de conclusão e medalhas para as classificações em 1º, 2º e 3º lugar.


Lilian Mello, gestora do CIAM, explicou que o projeto foi feito com a colaboração de profissionais de diversas áreas. “Foi utilizada a multidisciplinaridade e instrumentos dinâmicos para explorar e atrair o interesse pelas operações matemáticas. Esse trabalho resulta na aceitabilidade do método de ensino lúdico, fortalecendo a sociabilidade com toda a comunidade socioeducativa”, destacou.


O projeto foi idealizado pelo professor da SEDUC Carlos Freitas e executado pelos professores que atuam na Escola Estadual de Ensino Fundamental EEEF. Professor Antonio Carlos Gomes da Costa (Seduc), dentro das unidades socioeducativas. Ele explicou que um dos objetivos foi redirecionar a relação do aluno com o ensino da tabuada, usando estratégias lúdicas. “Tivemos bingo da multiplicação, dominó da multiplicação, jogo da velha da multiplicação e trilha da matemática, visando facilitar o processo de aprendizagem na matemática”, explicou Carlos.


Para Idena Santos, técnica da SEDUC, o projeto agrega muito no processo da socioeducação, pois “se desenvolveu o raciocínio lógico, a memorização e a concentração. Além do aprendizado da matemática que contribui de forma significativa para a ressocialização do aluno”.


O socioeducando, de 17 anos, que está com vinte e três dias na internação provisória já está sentindo a diferença dessa contribuição. “Eu não conhecia muita matemática assim não. Nós conseguimos com essa atividade aí de matemática colocar na cabeça, botar o cérebro pra funcionar. Refletir muito. Quero sair daqui, eu vou voltar a estudar, vou trabalhar, não quero mais essa vida errada”, contou um dos finalistas da olimpíada.


Muito gratificada se sentiu a mãe de um outro finalista, contando sobre esse novo momento de aprendizagem na vida de seu filho que anteriormente, na liberdade, não demonstrava interesse pelos estudos. “Eu acho que vai ser muito bom para ele, já está sendo e vai contribuir para muita coisa na vida dele. Ele vai levar muita coisa daqui”, afirma a mãe do socioeducando.

 

A iniciativa também tem sido realizada em outras unidades com a parceria das equipes pedagógicas da Fundação. A gestora da Unidade de Atendimento Socioeducativo (UASE) 1 Ananindeua, Jorgete Figueiredo, avaliou os benefícios da experiência com os adolescentes que cumprem medida de internação no município realizada no final do mês de julho. “O impacto dessa atividade que durou um mês, foi muito positivo, pois, adolescentes que tinham grandes dificuldades de aprendizagem em matemática puderam exercitar e expandir seus conhecimentos e horizontes”, ressalta Jorgete.


Texto: Franklin Salvador/ Ascom Fasepa

Fotos: Dani Valente/ Ascom Fasepa


 

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