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Polo Produtivo da Socioeducação é reconhecido pela promoção de justiça social

A Fundação de Atendimento Socioeducação do Pará (Fasepa) recebeu um importante reconhecimento pelo trabalho realizado no final dos dois últimos anos de gestão. O projeto piloto do Polo Produtivo da Socioeducação foi homenageado com a Comenda Mérito de Promoção de Justiça Social concedida pelo Ministério Público do Trabalho do Estado do Pará (MPT-PA) e o Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA) nesta segunda-feira (14), no auditório do Hospital Adventista de Belém.

 

 

Da esquerda para a direita: a diretora de atendimento socioeducativo Vilma Moraes,

o diretor da APPP Artur Jansen, a primeira-dama do Estado Daniela Barbalho,

o presidente da Fasepa Miguel Fortunato e a deputada estadual Professora Nilse Pinheiro.

 

Realizado em parceria com a Associação Polo Produtivo do Pará - Fábrica Esperança, que também atende egressos do sistema penitenciário, o projeto oferta cursos profissionalizantes a jovens de 18 a 21 anos que estão em cumprimento de medida socioeducativa, visando garantir a qualificação profissional e integração produtiva para geração de empregabilidade potencializando suas perspectivas para quando conquistarem a liberdade. Além disso, a produção durante os cursos já pode ser comercializada no mercado, o que permite gerar renda para si e sua família.

 

 


Mesmo com as limitações ocasionadas pela pandemia de Covid-19, a meta do projeto inicial foi garantida com a certificação de mais de 40 socioeducandos até o final de 2020 nos cursos de corte e costura industrial, serigrafia, panificação e informática na Unidade de Atendimento Socioeducativo (UASE) Benevides, na Região Metropolitana de Belém. Além das aulas teóricas e práticas específicas de cada curso, os socioeducandos tiveram a oportunidade de aprender técnicas de empreendedorismo.

 

 


Assim como na profissionalização, todas as ações da Fasepa dos eixos saúde, educação, esporte, cultura e lazer, são baseadas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e no Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase), visando garantir os direitos e deveres assegurados em lei para os socioeducandos, considerando também todos os parâmetros legais dos instrumentais técnicos, como o Plano Político Institucional (PPI) e o Plano Político Pedagógico (PPP).

 


Com os resultados positivos do projeto piloto, a meta para o próximo ano é levar a ação para as outras unidades socioeducativas e assim atender todos os adolescentes e jovens custodiados pela fundação com a mesma qualidade de educação profissional, como explica o presidente da Fasepa, Miguel Fortunato. "O objetivo é desenvolver uma experiência de junção da capacidade profissional, com aprendizagem em um ambiente real de produção, a fim de obter resultados exitosos quanto a efetividade da integração desses adolescentes na sociedade como cidadãos que merecem ser oportunizados e terem a chance de ter um futuro digno", enfatizou Fortunato.


RECONHECIMENTO - A Fasepa foi um dos 30 homenageados, entre representantes do Estado e autoridades, mercado e empresa, além das organizações não governamentais, pelo desenvolvimento do Projeto Escrevendo e Reescrevendo a Nossa História (PERNOH).

 


Para o juiz titular da 3ª Vara da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Estado do Pará e um dos idealizadores do PERNOH, Vanderley de Oliveira, o trabalho socioeducativo precisa envolver todos os membros da rede de atendimento, o poder público, a sociedade civil e a família, buscando garantir direitos a todos que estão em situação de vulnerabilidade social. "O propósito de todos nós é alcançar 100%. A lei estabelece que é obrigação nossa, do Estado e da sociedade incluir todos. Não deve haver nenhuma fagulha de exclusão, mas unicamente de inclusão", alertou o juiz sobre a continuação das ações para alcançar os demais socioeducandos.

 

 

 

Durante a cerimônia, o público teve a oportunidade de assistir a estreia do Coral de servidores da Fasepa, além das apresentações do vocal Ângelus e do grupo musical do Pernoh, que atende pessoas em situação de vulnerabilidade social. 


Texto: Franklin Salvador/ Ascom Fasepa

Fotos: Eli Braga e Dani Valente/ Ascom Fasepa

 

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