Este site utiliza código Javascript.
Estou em: » Polo Produtivo na Socioeducação certifica a 2ª turma de curso profissionalizante

Polo Produtivo na Socioeducação certifica a 2ª turma de curso profissionalizante

O Governo do Pará, por meio da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa), realizou a 2ª Certificação de Cursos Profissionalizantes pelo projeto piloto Polo Produtivo na Socioeducação, realizado em parceria com a Associação Polo Produtivo do Pará - Fábrica Esperança, que também atende egressos do sistema penitenciário. Nesta quinta-feira (29), dez socioeducandos receberam certificados pela conclusão do curso de serigrafia realizado na Unidade de Atendimento Socioeducativo (UASE) Benevides, localizada na Região Metropolitana de Belém.

 

 


Da solenidade de certificação participaram representantes do Sistema de Garantia de Direitos (SGD): o juiz titular da 3ª Vara da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, Vanderley de Oliveira; o promotor de Justiça da Infância e Juventude de Belém, Antônio Lopes Maurício; o defensor público do Estado do Pará, Luis Carlos Lima; o diretor-geral da Associação Polo Produtivo do Pará Fábrica Esperança, Artur Jansen; diretor da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (SECTET), José Leôncio Siqueira; o presidente da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará, Miguel Fortunato; a diretora de Atendimento Socioeducativo, Vilma Moraes; e a gestora da UASE Benevides, Maria Alice Bentes.

 


Como em um laboratório, onde se busca um resultado positivo que possa ser multiplicado para outras experiências, assim o Presidente da Fasepa, Miguel Fortunato, acredita que o aprendizado com os cursos profissionalizantes possa contribuir para a melhoria de vida de cada socioeducando em todos os seus aspectos. "O que a gente está apresentando é uma proposta de estudo para que os governantes possam abraçar e entender com números reais, visão técnica e científica que a energia demonstrada e o potencial desses rapazes é possível a gente multiplicar isso. Há uma chance em percentual muito grande deles serem acolhidos no mercado de trabalho", acredita o presidente e informou ainda que os vinte socioeducandos, da primeira e da segunda turma, já estão assegurados com uma bolsa de estágio para cada um. 


Baseadas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e no Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase), todas as ações da Fasepa visam garantir os direitos e deveres assegurados em lei para os socioeducandos, considerando também todos os parâmetros legais dos instrumentais técnicos, como o Plano Político Institucional (PPI) e o Plano Político Pedagógico (PPP).

 


"Esse momento é um motivo de muito orgulho de ver esses meninos terem a oportunidade de receberem os certificados deles", se emocionou o diretor-geral da APPP Fábrica Esperança, Arthur Jansen, ao lembrar que o projeto do Polo Produtivo chegou a quase acabar por falta de recursos, e que há dois anos o quadro foi revertido, conseguindo também a ampliação para atender não só o sistema penitenciário, como a socioeducação.

 


PARCERIA - Firmar mais parcerias é essencial para que mais adolescentes e jovens possam ter a mesma oportunidade de adquirir uma formação profissional para poder ingressar no mercado de trabalho, ressalta o promotor Antônio Maurício. "A gente fica feliz quando ver um caso como de uma menina que há pouco passou para Liberdade Assistida (LA) e na audiência fomos informados que ela fez oito cursos profissionalizantes. Ela tem lá fora um leque de opções para trabalhar. A gente quer que isso ocorra com todos, que façam o máximo de cursos que puderem porque é isso que vai fazer a diferença pra vida deles e de suas famílias lá fora", afirma o promotor público.

 


É preciso que todos os agentes envolvidos na socioeducação mantenham o compromisso com dedicação para libertar a infância e a juventude dos perigos sociais que as aprisionam no contexto dos atos infracionais, alerta o Juiz Vanderley Oliveira. "Muitas vezes a riqueza humana encontra-se camuflada, mascarada pelos riscos de todos os predadores sociais que estão aí para aniquilar as nossas crianças, adolescentes e jovens, pra ir contra os mestres, sejam os professores da Seduc, da Fasepa e do Polo Produtivo", disse o juiz sobre a importância da profissionalização como contrapartida das ocorrências dos atos infracionais.

 


Esse contexto, o socioeducando de 18 anos que há um ano e quatro meses está privado de liberdade conhece bem e garante que não quer vivenciar novamente. Ele acredita que tudo o que aprendeu durante o curso poderá colocar em prática no mercado de trabalho. "Era um mundo que eu não conhecia e não sabia que eu era capaz de fazer tudo o que fizemos em equipe. Isso pra mim vai servir de aprendizado e é um grande passo na minha vida pro mercado de trabalho pra conquistar minha liberdade trabalhando honestamente como um jovem que saiu de dentro da socioeducação transformado", agradece a todos que acreditaram no potencial dos jovens.

 

 


O objetivo principal é garantir a qualificação profissional e a integração produtiva para geração de empregabilidade aos jovens de 18 a 21 anos em cumprimento de medida socioeducativa. Mesmo com as limitações ocasionadas pela pandemia da Covid-19, a meta é certificar mais de 40 socioeducandos até o final de 2020 nos cursos de corte e costura industrial (primeira turma certificada no mês de agosto), serigrafia, panificação e informática. 

 

Texto: Franklin Salvador

Fotos: Dani Valente/ Ascom Fasepa

 

imagem: 
Imagem ilustrativa da notícia.
Desenvolvimento: PRODEPA Usando CMS livre - Drupal Sítio Acessível