Este site utiliza código Javascript.
Estou em: » Livro aborda o processo educacional de adolescentes em conflito com a lei

Livro aborda o processo educacional de adolescentes em conflito com a lei

O presidente da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa), Miguel Fortunato, foi presenteado na última quarta-feira (18), no edifício sede da instituição com o livro ‘Educação Contemporânea: realidade e desafios’, que contou com a colaboração de duas servidoras efetivas da Fundação, graduadas em serviço social pela Universidade Autônoma de Assunção, no Paraguai.


O livro faz um recorte das experiências profissionais vivenciadas por ambas em duas modalidades distintas do atendimento socioeducativo onde atuam: internação e semiliberdade. Com isso, o artigo da pesquisa, que é a tese mestrado, tem como foco mostrar a importância da equipe multidisciplinar na mediação de várias questões relacionadas ao universo socioeducativo como escolarização e educação, como se dá a articulação da Fasepa com a rede socioassistencial, de que forma o serviço contribui para o processo de reflexão e reinserção social dos adolescentes que cumprem medidas socioeducativas no Estado.

 

                                                                                                                                                                                 
“É um desafio diário porque a gente percebe que a socioeducação não é feita de forma isolada. Ela precisa da integração, parceria e a articulação desses atores que atuam na rede de serviço. A minha dissertação fala sobre educação e escolarização dentro do Centro Socioeducativo Masculino (Cesem)”, comentou Zenilda Nicácio, que está há 13 anos no serviço público.


EDUCAÇÃO - O Governo do Estado, por meio de um convênio de cooperação técnica firmado em 2006 entre a Fasepa e a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), desenvolve um trabalho pedagógico/educacional nas unidades socioeducativas da Fundação onde há a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Prof. Antônio Carlos Gomes da Costa. Os jovens que cumprem medida socioeducativa de semiliberdade estudam nas escolas da rede de ensino regular por já exercitarem o ir e vir.

 

                                                                   


Ainda segundo ela, a intenção é que a partir desse livro, elas elaborarem uma cartilha informativa com uma linguagem diferenciada que ilustre o trabalho desenvolvido na socioeducação. “A nossa intenção é distribuir tanto para os portadores do atendimento socioeducativo, quanto para os adolescentes e seus familiares”, finalizou Zenilda.


Além das duas servidoras paraenses, o livro teve a participação de outros 10 escritores pedagogos que residem em outras unidades da federação. Atuando desde de 2007 no Centro de Adolescente em Semiliberdade (CAS), localizado no distrito de Icoaraci, na Grande Belém, Luciana Pantoja, disse que falta maior participação e comprometimento das entidades públicas que compõem o Sistema de Garantia de Direitos nas discussões dos temas sensíveis que cercam esses jovens.


“A nossa pesquisa durou aproximadamente três anos. É preciso romper alguns paradigmas e estigmas que emperram o processo de construção e desenvolvimento das ações voltadas para os adolescentes autores de atos infracionais. Isso inclui a sociedade, o poder público e todos nós que trabalhamos diretamente com eles”, ressaltou Luciana.


Serviço


Editora Libellus


O público pode baixar o livro pela plataforma digital da editora (Ebook) pelo endereço eletrônico 
https://bit.ly/2xKGWjM

 

Texto e fotos: Alberto Passos/ Ascom Fasepa
 

imagem: 
Imagem ilustrativa da notícia.
Desenvolvimento: PRODEPA Usando CMS livre - Drupal Sítio Acessível