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Psicólogos debatem processos de trabalho na socioeducação

Com o objetivo de reavaliar os processos de trabalho e debater as intervenções a partir dos instrumentais técnicos na área da psicologia, a Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa) em parceria com o Conselho Regional de Psicologia (CRP/ 10ª), realizaram nesta quarta-feira (25), no auditório da Delegacia Geral de Polícia Civil do Estado do Pará, em Belém, o Mini Curso “Elaboração de Documentos Psicológicos”.


A iniciativa teve como mote a Resolução 06/2019 do Conselho Federal de Psicologia que estabelece regras para a elaboração de documentos escritos produzidos pelos psicólogos no exercício profissional como relatórios, pareceres, declarações, atestado, prontuários, outros. Isso, na prática, também traz consequências tanto nas tratativas junto ao Poder Judiciário, quanto dos jovens em cumprimento de medida socioeducativa.

 

  


Na ocasião, representando o presidente da Fasepa, Miguel Fortunato, a diretora da Diretoria de Atendimento Socioeducativo, Vilma Moraes, disse que “essa ação é importante, pois fará com que o psicólogo qualifique ainda mais o atendimento, e quanto mais qualificado, maiores são as possibilidades desse adolescente sair do ponto em que ele inicialmente estava ao ingressar no sistema socioeducativo, e alcançar a transformação da sua própria vida”, observou.


Ela esclareceu ainda que esse ano estão previstas outras agendas de formação continuada e que “a nossa intenção é chamarmos todos os atores sociais que trabalham em torno da socioeducação, para dialogarmos sobre assuntos pertinentes a pasta”, finalizou Vilma.

 

  


DESAFIOS - Atendimento técnico com os adolescentes internos e suas famílias, visitas domiciliares, o fluxo e a dinâmica do trabalho, articulação com o Sistema de Garantia de Direitos, compreender as transformações socioeconômicas, afetivas e um conjunto de outros fatores, como por exemplo, a ausência de políticas públicas e os impactos que isso acarreta na vida desse adolescente atendido pela Fasepa, são alguns dos desafios que esses profissionais precisam dar conta.


“Quando a gente fala dessa nova resolução, nós temos que entender que o principal beneficiado será o usuário, nesse caso, o adolescente”, avaliou Washington Napoleão, membro do CRP/10ª. Ele avalia de forma positiva esse encontro, “pois eu percebi o quão as pessoas buscaram se envolver com o tema, perguntaram e fizeram várias reflexões. Nesse caso, o objetivo da palestra foi atingido: que é fazer você pensar sobre uma determinada situação e buscar soluções conjuntas que respondam a uma demanda coletiva. Então, falar sobre isso e qualificar o profissional através do órgão de classe, é excepcional”, declarou.

 


A psicóloga que atua em uma unidade de internação provisória da Fasepa, Rosiclea Corecha, destacou que “nós sabemos que quando o adolescente entra na socioeducação, ele é fruto de um sintoma de uma realidade sociopolítica adoecida, que até aquele momento não deu certo. E quando ele chega à socioeducação, é porque está adoecido psiquicamente. É muito saudável e importante para todos nós dialogarmos aspectos técnicos que irão refletir na vida de pessoas que precisam da nossa ajuda”.

 


 

Texto e fotos: Alberto Passsos/ Ascom Fasepa

 

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