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Palestras levam informações a adolescentes custodiadas no Estado

O Centro de Internação Feminino Provisório (Cefip), localizado em Ananindeua, na Grande Belém, realizou ao longo dessa semana, uma extensa programação voltada aos cuidados com a saúde e a conscientização de algumas doenças com as jovens custodiadas no espaço. Além disso, a unidade socioeducativa também abraçou a campanha ‘Setembro Amarelo’, que trás um alerta sobre a prevenção do suicídio.


A iniciativa denominada ‘Semana de Saúde do Adolescente’, consiste em um conjunto de ações educativas inclusivas que visa levar informações que contribuam para o processo reflexivo na tentativa de fazer com que as jovens desenvolvam hábitos e comportamentos saudáveis. Além da palestra sobre Suicídio na Adolescência, uma roda de conversa sobre HIV e Doenças Sexualmente Transmissíveis será realizada na tarde desta sexta (20), fechando mais um ciclo de encontros com temas diversos.

 

     


APRENDIZADO - “É legal ter essas informações porque nós aprendemos várias coisas boas. Eu achei interessante conhecer todos esses assuntos sobre o suicídio, porque hoje em dia muitos jovens estão ‘tirando a própria vida’”, comentou uma das oito adolescentes que estão naquele espaço. Ela revelou ainda que tais informações a fez compreender e a refletir mais sobre uma pessoa do seu ciclo de amizade que cometeu suicídio tempos atrás.

 

     


O Cefip é administrado pela Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa), e conta, em seu planejamento, com o apoio da rede pública intersetorial parceira da socioeducação como a Secretaria Municipal de Saúde de Ananindeua, Corpo de Bombeiros Militar do Pará, instituições de desdrogadição e psicossocial, entre outros.


”Infelizmente, é cada vez maior o número de jovens que cometem suicídio e nós precisamos avaliar e discutir de forma ampla esse assunto. 90% dos casos de suicídio estão relacionados a transtornos mentais”, revelou em tom de preocupação a psicóloga e palestrante, Joelma Martins. Entre os fatores externos que contribuem para o aumento no número dos casos de suicídio estão “as relações afetivas desestruturadas, a ausência de vínculos sociais e familiares, a necessidade de adquirir bens, consumismo, a ausência dos pais e a maneira equivocada que os mesmos buscam compensar a ausência por um presente”, pontou.

 

      


Ela seguiu dizendo que da mesma forma que as pessoas fazem um check-up da saúde clínica, as pessoas deveriam dar mais atenção a questões de ordem emocional, buscarem informação na prevenção da doença.


SAÚDE PÚBLICA - No Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio 10 de setembro, a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OMS) alertaram para este grave problema de saúde pública responsável por uma morte a cada 40 segundos no mundo. Segundo a organização, poucos países incluíram a prevenção ao suicídio entre suas prioridades de saúde e só 28 relatam possuir uma estratégia nacional para isso.


A atividade envolveu os servidores da Fasepa, os professores da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e as adolescentes que ajudaram a ornar e o espaço com cartazes coloridos com informes alusivos aos assuntos abordados durante essa semana. “As ações fazem parte de um projeto voltado à saúde e bem estar das adolescentes que nós realizamos a cada três meses. Apesar de elas ficarem conosco por um período de até 45 dias, elas trazem uma demanda, principalmente relacionada à saúde, que precisamos atender”, destacou a gestora do Cefip, Joaceli Viteli.

 

     


Ainda segundo ela, “o nosso intuito é proporcionar um pouco de conhecimento em relação à saúde para que elas se cuidem, repassem esse conhecimento para os seus familiares, se valorizem e tenham cuidado com a autoimagem, haja vista que muitas não têm um acompanhamento da própria família em relação à saúde”, revelou Viteli.


ECA - Em seu Art. 4º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) diz que é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.

 

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