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Adolescentes custodiados na Fasepa recebem ações de cidadania

“É bom ter os nossos documentos porque a gente passa a existir. A única coisa que eu tinha era a minha Certidão de Nascimento e é aqui que eu estou sendo orientado sobre a importância de eu ter meus documentos para ‘batalhar’ por um emprego aí fora. Eu achei interessante eles terem vindo aqui para nos ajudar com a nossa documentação, como também conversar com a gente e nos tratar com respeito”, avaliou positivamente um adolescente de 15 anos, em uma ação de cidadania no Centro de Internação do Adolescente Masculino (Ciam Sideral), na manhã desta quarta-feira (18), localizado na Grande Belém.

 

     


A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa) e a Polícia Civil - PA, por meio da Divisão de Atendimento ao Adolescente (DATA) que, em virtude de o Ciam custodiar adolescentes com idade entre 12 a 18 anos incompletos por um período de até 45 dias, onde eles recebem orientações sobre seus direitos e deveres, tem atendimento clínico e psicossocial, além de participarem de diversas oficinas artísticas, atividades pedagógicas e ocupacionais.

 

     


Considerado “a porta de entrada” dos adolescentes e jovens que ingressam na medida socioeducativa, o Ciam Sideral será polo do projeto Adolescente Cidadão, de autoria da delegada titular da Diretora de Atendimento a Vulneráveis, Priscila Morgado. “A prestação do nosso serviço não se limita em tão somente vir até aqui e providenciar a emissão do Registro Geral (RG), mas é importante ter uma relação humanizada com os rapazes. O nosso intuito é fazer uma escuta, dar voz a eles e acolhê-los”.

 

  

 

Além da Polícia Civil, a Fasepa também articula diversas ações de cidadania em parceria com instituições públicas afins a socioeducação que integram o Sistema de Garantia de Direitos (SGD), na perspectiva de assegurar serviços como atendimento odontológico, emissão de documentos, escolarização, inserção ao mundo do trabalho, entre outros.

 

     


Estima-se que de cada 20 adolescentes que ingressam na medida socioeducativa, apenas três possuem parte da documentação civil, é o que revela a psicóloga do Ciam, Glória Ratis. “Levantar a documentação desses adolescentes é um trabalho desafiador pelo curto espaço de tempo em que adolescente fica no espaço. Essa ação é importante porque otimiza tempo e possibilita um melhor direcionamento dos serviço que poderão acessar”, ressaltou Glória, traçando o perfil socioeconômico dos jovens.

“São famílias de baixa renda, residem na periferia da cidade ou dos municípios do interior, arranjos familiares desajustados, baixo nível de escolaridade, estão à margem dos mecanismos sociais disponibilizados pela rede intersetorial”, concluiu.


PARCERIA – O presidente da Fasepa, Miguel Fortunato, destacou dois pontos importantes na parceria. “O primeiro é que não existe sujeito de direitos sem que a pessoa esteja acolhida formalmente pelo Estado. O segundo é a importância de realizar um trabalho integrado e coordenado entre as instituições que compõem a rede intersetorial no sentido de nós diminuirmos atendermos uma parcela significativa da população que depende desse trabalho”, observou Fortunato.

 

   
 

Texto e fotos: Alberto Passos / Ascom Fasepa

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