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Encontro debate a política socioeducativa em meio aberto no Baixo-Amazonas

Socioeducação: Compromisso nosso, responsabilidade de todos. Foi com esse sentimento de criar espaços de debate e ampla participação social, que o Governo do Estado, por meio da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Para (Fasepa) encerrou nesta quinta-feira (22), o Encontro Regional da Socioeducação da Região do Baixo-Amazonas, realizado no auditório da Universidade do Estado do Para (UEPA), em Santarém.

 

 


Alem de prestar assessoramento técnico aos profissionais que atuam na Política de Atendimento Socioeducativo em meio aberto, nesse caso, liberdade assistida e prestação de serviço a comunidade, que é de responsabilidade dos municípios, a agenda é coordenada pela Fasepa e faz parte de um ciclo de palestras e encontros envolvendo as 12 Regiões de Integração dos 144 municípios que compõem o estado. Nesse sentido, a intenção dos organizadores é que cada um desses atores elaborem o Plano Estadual de forma que esse possa nortear, subsidiar e operacionalizar as ações das políticas públicas voltadas a adolescentes e jovens em conflito com a lei.

 

 


O presidente da Fasepa, Miguel Fortunato, explica que e uma ação importante para ter um diagnóstico atual sobre a realidade da política de atendimento socioeducativo atual. "O diagnóstico e preocupante, pois apenas 57 municípios tem o seu Plano Municipal concluído e aprovado. Então esse encontro se apresenta como uma forma para que nós possamos de forma coletiva e colaborativa pactuar alguns encaminhamentos com esses profissionais e qualificar cada vez mais as nossas intervenções técnicas no sentido de diminuirmos os indicativos negativos daqueles municípios que ainda não estruturaram o seu Plano", finalizou o titular da Fasepa.


 

 

O evento, que iniciou na quarta-feira (21), teve como ponto focal a discussão sobre como aprimorar ainda mais os processos de trabalho, articular e fortalecer as ações desenvolvidas pela rede intersetorial onde cada entidade pública desempenha um papel específico dentro da política de atendimento socioeducativo. Ou seja, os entes são corresponsáveis e tem obrigações legais de garantir e assegurar com absoluta prioridade os direitos individuais e coletivos dos adolescentes em conflito com a lei e seus familiares. Entre eles estão a Secretaria de Educação, saúde, assistencial social, poder judiciário, segurança pública, emprego e renda, sociedade civil ,entre outras.


De acordo com a promotora de Santarém, Maria Raimunda Tavares, a pauta só terá avanços significativos "quando conseguiremos melhorar a nossa comunicação. Quando houver a participação efetiva da família, das instituições e da sociedade. A responsabilidade deve ser coletiva, já que vivemos em sociedade. Quando a gente tem essa leitura, passa a entender que o problema não e apenas do jovem, e sim, o problema e nosso. As instituições precisam se reconhecer e dialogar entre si para superar as limitações orçamentárias e profissionais para gerar um resultado positivo", avaliou Tavares.

 

 


Para tentar compreender melhor as possíveis razões pelas quais esses jovens inflacionaram, e necessário analisar o contexto socioeconômico e familiar do qual esses jovens vieram e as suas relações com o meio. Dessa forma, esses profissionais precisam estar capacitados para lhe dar com os mais diversos cenários e dar uma resposta satisfatória e propositiva que vá ao encontro dos anseios dessa parcela da população. Pobreza, violência, exclusão social, periferia, tráfico de drogas, abuso e exploração sexual, ausência de referencias familiares e evasão escolar são alguns componentes que fazem parte da realidade de milhares de jovens do nosso pais.

 


EXPERIÊNCIA - Um adolescentes de 17 anos, atendido pelo Sistema de Garantia de Direitos no município de Santarém, ressaltou que ao contrário de muitos jovens que estão no sistema socioeducativo, ele comentou que teve a atenção e o apoio da sua mãe, e que as más companhias o levaram a fazer algumas escolhas erradas. " Eu deveria ter escutado a minha mãe quando ela me disse o que poderia acontecer comigo se continuasse a agir. Eu estou tendo a ajuda de muita gente que estão me orientando a seguir um outro caminho e a decisão de mudar de vida só depende de mim", observou o rapaz que quer fazer um curso de veterinária e dar orgulho para a sua mãe.

 

 


O encontro reuniu cerca de 60 pessoas de dez municípios, de um total de treze que fazem parte da Região do Baixo-Amazonas. Entre os municípios presentes estão Alenquer, Belterra, Curuá, Juruti, Mojuí dos Campos, Oriximiná, Terra Santa, Medicilândia, Rurópolis e Santarém. Ate o final do ano a Fasepa promovera o Encontro Regional da Socioeducação na Região do Marajó, Tapajós, Tocantins e Capim. 


Texto: Alberto Passos

Fotos: Franklin Salvador/ Ascom Fasepa

 

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