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Profissionais debatem procedimentos de segurança e inteligência na socioeducação

O auditório Paulo Freire da Universidade Estadual do Pará (UEPA), campos Telegrafo, em Belém, ficou completamente lotado nesta quarta-feira (10), para mais um círculo de palestras multifocal promovido pela Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa). O encontro é parte de um conjunto de ações estratégicas desenvolvidas pela Fundação com o objetivo de produzir conhecimento, qualificação e formações continuada aos seus servidores na área técnica, administrativa, logística e operacional.


Denominado de ‘Perspectivas das Atividades de Inteligência na Socioeducação: Uma possibilidade para a segurança e proteção da comunidade socioeducativa’, o evento propôs um debate plural e participativo com uma temática específica voltada aos monitores que atuam na ponta finalística do trabalho com os jovens internos, além da equipe técnica e representante das instituições públicas ligada à rede intersetorial como Polícia Civil; por meio da Divisão de Atendimento ao Adolescente (DATA), Guarda Municipal, UEPA, Polícia Militar; através da Companhia Independente Especial de Polícia Assistencial (Ciepas), Tribunal de Justiça e Ministério Público.

 

  


Para o delegado do Estado do Espirito Santo e mestre em segurança pública, Jeremias Santos, “a atividade de inteligência é conhecida de todos os organismos públicos, mas que na sua essência, tem como finalidade produzir conhecimento para subsidiar os gestores no seu planejamento, na metodologia de trabalho, metas, de modo que ele consiga prevenir situações de crise”, avaliou. Ele ressaltou ainda que desta forma, “ter uma base de informações permite rever e estabelecer normas, procedimentos e fluxos de trabalho com dados estatísticos relacionados às áreas afins da socioeducação”, observou o delegado.

 

  


Ainda segundo ele, a utilização da inteligência estratégica e os seus benefícios no ambiente corporativo é algo relativamente novo a nível nacional. “Nós tivemos algumas experiências da aplicabilidade e os resultados desse trabalho no contexto socioeducativo em Recife, João Pessoa, Brasília e Goiânia. Nós realmente precisamos seguir avançando com a ideia de trazer essas boas práticas como podemos ver no Espírito Santo, para que possamos colher melhores resultados naquilo que nos propomos a fazer”, finalizou Jeremias.


Tendo como pano de fundo a atuação da monitoria nas 16 unidades socioeducativas da Fasepa no Estado, e a vontade de melhorar cada vez mais os resultados dos processos de trabalho, estes profissionais expuseram alguns entraves e desafios no sentido de superá-los, ouviram atentamente algumas experiências exitosas no âmbito socioeducativo do Estado do Espírito Santo e sistematizaram experiências vivenciadas por eles dentro da rotina de trabalho.


“Nós avaliamos como positiva a nossa direção está implantando esse trabalho de capacitação aos nossos servidores. A gente observa que os assuntos discutidos nesses eventos promovidos pela instituição tem uma boa aceitação e participação dos colegas, principalmente a equipe de monitoria”, constatou Mário Queiroz, coordenador geral de segurança da Fasepa. Ele ainda fez questão de dizer que “o trabalho socioeducativo desenvolvido no Pará é destaque no cenário nacional. A gente percebe que a ressocialização dos jovens aumentou, houve redução de situações de conflito nas unidades, e isso se deve a esse novo momento que nós estamos vivendo, e esse olhar diferenciado para o profissional da socioeducação”, declarou Mário.

 

  


Sempre com temas e situações pertinentes ao contexto socioeducativo, e com temas relacionados ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase), a Fasepa chega ao segundo círculo de palestras em menos de uma semana. Tais encontros visam um amplo e efetivo debate com diferentes profissionais ligados à área da infância e juventude sobre a importância da integração das diferentes políticas públicas para a garantia e efetivação dos direitos de adolescentes e jovens autores de atos infracionais, o papel e as responsabilidades destes profissionais no seu fazer profissional como explica a delegada Talita Rosal.

 

 

“Quanto mais integrados órgãos estiverem, maior é o fluxo de informações e mais condições nós temos de prestar um bom serviço para o adolescente e para a sociedade, uma vez que esse jovem será reintegrado a ela”, comentou Talita. “A minha avaliação é que os órgãos envolvidos vêm evoluindo no que tange em assuntos afins envolvendo adolescente em conflito com a lei”.


ESTRATÉGIA – De acordo com o presidente da Fasepa, Miguel Fortunato, “é fundamental que todos os nossos eventos, possamos contar com as instituições que constroem todo esse processo da Política do Atendimento Socioeducativo. É um tema que, apesar da sua importância e complexidade, precisa ser mais debatido e uma melhor atenção por todos nós. O nosso intuito é trabalhar de forma estratégica as nossas ações de forma que possamos prevenir ou minimizar qualquer risco que nossos servidores e adolescentes eventualmente possam correr no ambiente de trabalho.

 

  


Texto e fotos: Alberto Passos/ Ascom Fasepa

 

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