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Municípios da Região Carajás discutem a política socioeducativa em Meio Aberto

 Enfrentar os desafios na perspectiva de qualificar ainda mais a execução do atendimento socioeducativo em meio aberto tem sido um dos objetivos do Governo do Pará nos 144 municípios do estado. Dessa forma, a Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa) realiza, hoje e amanhã (27), o Encontro Regional da Socioeducação da Região Carajás, no auditório da Secretaria de Assistência Social, em Marabá, no sudeste do estado.

 

 

 

Entre os objetivos do encontro está a integração dos municípios, promovendo a atualização da Política Pública da Socioeducação através da elaboração dos Planos Municipais de Atendimento Socioeducativo e pôr em prática as ações discutidas, além de articular a integração dos profissionais que compõem a rede socioassistencial.

 

 

 

Entre aqueles que compuseram a mesa de abertura estava um adolescente de 16 anos, que passou dois meses no Centro de Internação de Adolescente Masculino (CIAM) Marabá, e está há quase um ano em Liberdade Assistida (LA). "Não é todos que querem realmente uma mudança, e pra esses muitas vezes não fazem por merecer. Lá dentro, eu tava procurando um meio de melhorar, por isso que existe o atendimento socioeducativo para ajudar o adolescente sair da situação que ele tava anteriormente para melhorar de vida", disse o socioeducando.

 


FAMÍLIA - Além de outras violações de direitos, a falta de diálogo, orientação e acompanhamento familiar pode ser uma das causas que faz com que muitos adolescentes e jovens infracionem. Como é o caso do adolescente de 17 anos, natural de Marabá, que está há um mês em LA. "Era muita coisa na minha cabeça, reclamação e acusação de coisas que não fui eu que fiz. Depois que eu cometi o ato infracional, a minha família começou a me apoiar e me dá mais atenção, porque antigamente eles não tavam nem aí pra mim."

 

Segundo o artigo 19 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é direito da criança e do adolescente ser criado e educado no seio de sua família e, excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente que garanta seu desenvolvimento integral.

 

 

"Toda essa problemática da socioeducação está na fragilidade da família. Um dos pilares do atendimento socioeducativo é recuperar os vínculos afetivos entre os familiares, estruturar a família para que ele possa conseguir ajudar na formação desse adolescente", destacou o promotor de justiça do Ministério Público do Pará, que responde pela 9ª Promotoria de Justiça de Infância e Juventude de Marabá há um ano como titular, Samuel Sobral, sobre a importância da garantia dos serviços para esse público.

 

 

Para o presidente da Fasepa, Miguel Fortunato, o encontro depende de um esforço coletivo das instituições e dos entes federados da política socioeducativa. "A gente entende que um encontro regional como esse tem um viés de sensibilizar todas as instituições envolvidas de quanto o planejamento existir e que ele possa trazer a estruturação da política socioeducativa, a qualificação dos servidores e ter indicadores seguros que possam nortear as outras ações de governo para a erradicação da violência juvenil", concluiu o presidente da Fundação.

 

PARTICIPAÇÃO - O primeiro dia da programação superou a expectativa dos organizadores com a participação de cerca de 120 profissionais da área da infância e juventude que estavam representando 12 municípios.

 

Texto: Franklin Salvador

Fotos: Alberto Passos/ Ascom Fasepa

 

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