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Programação artística celebra a Páscoa de jovens atendidos pela Fasepa

A fé, o amor, a esperança e o perdão foram os componentes fundamentais na programação que marcou as celebrações da Semana Santa de adolescentes e jovens que cumprem medidas socioeducativas nas unidades da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa). O evento foi realizado nesta terça-feira (16), no espaço cultural Apoena, localizado em Ananindeua, na Grande Belém, e reuniu cerca de 300 pessoas, entre convidados, profissionais ligados ao sistema de garantia de direitos e a comunidade socioeducativa.


Entre performances artísticas e apresentações musicais, os jovens expressaram a sua espiritualidade ao som de cânticos, adoração e louvores, trazendo um conjunto de representações simbólicas que os auxiliam a refletirem o atual momento de suas vidas a partir de toda a temática que a data suscita. Exposição de produtos artesanais, coral de vozes, apresentações musicais e teatrais foram algumas das atrações que o público pode conferir durante a programação.

 

    


De acordo com os profissionais que atuam na socioeducação, as datas comemorativas são trabalhadas de forma pedagógicas e recebem uma atenção especial por ser uma forma de fixar e potencializar o conteúdo programático das mensagens a partir de um viés histórico, cultural, religioso, étnico, ideológico. As apresentações artísticas são fruto do esforço e da dedicação dos jovens durante os ensaios que antecederam a programação. Além disso, estas ações contam com o apoio dos professores da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), que trabalham na escolarização dentro das unidades socioeducativas da Fasepa.


“É uma data de união, paz e amor. Jesus foi para a cruz para morrer por nós. As pessoas estão perdendo o amor, a compaixão e o respeito, e é por isso que está acontecendo essas guerras e muitas tragédias”, observou reflexivo um jovem de 18 anos, que encenou um trecho da Paixão e Cristo. Ainda segundo ele, “nós estamos tentando passar uma mensagem às pessoas para que elas amem o seu próximo, tenham paz no seu coração e sejam sinceras umas com as outras.”, ponderou o rapaz que é oriundo do município de Itaituba, oeste paraense, e cumpre medida socioeducativa de internação no Centro Socioeducativo de Benevides.

 

      


OLHAR - Na perspectiva de mudanças, onde os jovens são incentivados a exercerem o seu protagonismo nas tomadas de decisão, a equipe técnica avalia os avanços e a limitações dos socioeducandos para que estes estejam em condições comportamentais e psicossociais de participarem de cursos profissionalizantes, exercitar o ir vir; tendo em vista a convivência familiar e comunitária, oficinas artísticas, entre outros. Os profissionais também levam em consideração as fases da medida socioeducativa em que o jovens se encontram: inicial, intermediária e conclusiva.


O poder judiciário do Estado também se fez presente na figura da juíza da Vara da Infância e Juventude de Ananindeua, Marinez Arrais Cruz, que declarou que “esse momento é importante fazer com que os jovens reflitam sobre suas atitudes e o que eles projetam para a sua vida”, ressaltou a magistrada. “A gente observa que eles ficam tocados porque desperta neles um sentimento que talvez nunca pararam para refletir a própria vida. Então essa conscientização é fundamental para que a gente consiga cada vez mais avançar e, consequentemente, ter êxito em nossas ações” finalizou Marinez.

 

      


LEGISLAÇÃO - A partir dos parâmetros técnicos pedagógicos norteados sob à luz do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase), os profissionais que trabalham na socioeducação, tem a liberdade de trabalhar as datas comemorativas de acordo com as características que lhe são peculiares sem perder de vista o potencial criativo e artístico dos jovens que participam das atividades.

 

      


“O nosso propósito é buscar a excelência no resultado dessa prestação de serviço aos jovens que cumprem medidas socioeducativas em nossos espaços. Esse momento representa, acima de tudo, o amor, a superação e a vitória de Jesus sobre o mal”, pontuou o presidente da Fasepa, Miguel Fortunato.

 

     


Ele seguiu dizendo: “que a socioeducação possa estar não só nos lares daqueles que vivenciam de uma forma diária esse trabalho, mas de toda a sociedade paraense e brasileira”, declarou, para finalizar dizendo “que possamos nos reinventar e recomeçar todos os dias nessa caminhada. Quem faz a socioeducação são as pessoas. O Estado é uma grande ferramenta, um apoiador, mas sem esse sentimento que motiva e impulsiona cada um de nós, não seria possível”, destacou em tom motivacional o titular da Fasepa.

 

Texto e fotos: Alberto Passos/ Ascom Fasepa

 

 

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