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Práticas Restaurativas auxiliam famílias no contexto socioeducativo

Promover o diálogo reflexivo, estreitar os laços efetivos familiares e atuar de forma responsável para a reparação de danos são alguns conceitos utilizado pelo Núcleo de Prática Restaurativa para mediar conflitos nas unidades socioeducativas da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa). Dessa forma, os familiares dos jovens que cumprem medida socioeducativa no Centro de Internação Jovem Adulto Masculino (Cijam), participaram ontem (27), de um encontro para relatar suas experiências e os desafios que enfrentam no decorrer desse processo.


Com o tema ‘A importância do Papel da Família na Socioeducação’, os participantes acolheram e aprovaram a iniciativa, e foram uníssonos em dizer que gostariam que ela fosse realizada mais vezes trazendo outros assuntos a serem abordados. Apesar da boa aceitação, apenas dez famílias compareceram ao encontro, de um universo de 58 jovens que cumprem medida socioeducativa no espaço, o que representa algo em torno de 12% desse total.


Ficou claro que, mais do fazer as intervenções técnicas, mediada pela coordenadora do NPR, Karla Ferreira, com a colaboração da pedagoga do Cijam, Thays Souza, aquelas famílias precisavam de alguém que apenas as escutassem e fossem sensíveis as dificuldades enfrentadas por elas.


A ampla maioria dos pais e responsáveis que acompanham os adolescentes e jovens é composta por mulheres. Assim, a mãe de um dos adolescentes que está no espaço disse que “vale pena nós acreditarmos na mudança dos nossos filhos. Conversar com outras famílias que estão passando pelos mesmos problemas e ter bons profissionais nesse momento ajudar bastante, nos dá mais força”, avaliou otimista a mãe de um dos rapazes para em seguida dizer que: “eu reconheço que eu falhei como mãe pra que o meu filho viesse parar aqui. Não é um lugar que eu gostaria que ele estivesse, mais acredito que é importante para que ele repense algumas atitudes”, finalizou a dona de casa de 36 anos.


INTEGRAÇÃO –
Como parte da programação, após a reunião, em um ato social, os presentes participaram de um almoço diferenciado com os filhos. Momento esse, em que era visível a demonstração de atenção, amor e carinho entre os rapazes e seus familiares.


De acordo com Karla Ferreira, “a nossa intenção é sensibilizar essas família para que elas reconheçam a importância do seu papel na educação e na reconstrução de vida dos seus filhos. É importante humanizar essas relações sociais e familiares, criar espaços onde as pessoas se sintam à vontade para compartilhar questões pessoais delicadas e muito íntimas”, pontuou. Ela declarou ainda que “nós vamos estender esse trabalho as demais unidades socioeducativas para que nós possamos ampliar o alcance desse trabalho a toda comunidade socioeducativa”, declarou Ferreira.

 

Texto: Alberto Passos/ Imagem: web

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