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Adolescentes internos apresentam obra de Milton Hatoum com músicas autorais na Feira do Livro

A coxia se abre, o público reconhece o esforço e o talento artístico de cerca de 30 jovens que cumprem medidas socioeducativas no Estado em apresentação realizada neste sábado (09), durante a XXII Feira Pan-Amazônica do Livro, que acontece no Hangar- Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém. A iniciativa traz uma mostra do “IV Sarau Literário da Socioeducação” promovido pela Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa), em parceria com a Imprensa Oficial do Estado (IOE), a Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e o Núcleo de Articulação e Cidadania (NAC).

 


“Foi maravilhoso e muito gratificante trazer para estas pessoas esse trabalho que talvez alguns não tiveram a chance de assistir. Eu tive algumas oportunidades no passado, mas nunca como essa que eu estou tendo aqui na Fasepa. Em cada curso ou atividade que participo, descubro muitas coisas que antes eu pensava que não fosse capaz de fazer”, revelou uma adolescente de 17 anos, que cumpre medida socioeducativa no Centro Socioeducativo Feminino (Cesef).

 

 


As letras, antes impressas nas páginas do livro, e toda a narrativa literária da obra de Milton Hatoum, autor homenageado, denominada “Relato de Um Certo Oriente”, ganhou asas e múltiplas interpretações na imaginação dos arteeducadores e dos adolescentes e jovens que estiveram envolvidos de forma direta e indiretamente na montagem do espetáculo. Um trabalho envolvendo composições musicais autorais, performance cênica, poesia, dança, entre outros.


Para a coordenadora do Projeto Livro Solidário da IOE, Carmen Palheta, as experiências literárias podem ser um excelente instrumento de inclusão social. “Esse momento é fruto de um trabalho de instituições parceiras que acreditam que o livro e as possibilidades que ele oferece, transformam vidas”, justificou ela, para em seguida dizer que: “a cada ano, tanto nós, quanto os socioeducandos, estamos se superando porque conseguimos captar a essência da leitura das obras que são propostas e a partir daí, criar, reproduzir e fazer releituras dessa obra em formas de teatro, dramatizações, monólogos e isso nos dá a certeza de que, aquela semente plantada lá atrás, está germinando e frutificando”, finalizou Carmen.

 

 


APERFEIÇOAMENTO - Para o presidente da Fasepa, Simão Bastos, a quarta edição do Sarau Literário da Socioeducação, alcançou uma maturidade artística, organizacional e senso de coletividade ainda mais forte. “O mérito é de todos nós, comunidade socioeducativa e parceiros, que acreditamos em um projeto grandioso e desafiador, que fizeram com que houvesse reflexões e mudanças visando um ressignificar de vidas. Essa é, sem dúvida, uma resposta positiva de que quando acreditamos e oportunizamos esses adolescentes, a resposta vem dessa forma”, declarou em tom de emoção Simão.

 


Estudo, entrevista, interpretação e relatos de vida dos jovens fizeram parte do processo criativo e autoral que subsidiou as músicas compostas pelo arteeducador da Fasepa, Eduardo Luz, com a colaboração dos adolescentes. “Eu acredito que o Sarau desse ano, tecnicamente foi o melhor. Não é o resultado em si que torna esse trabalho exitoso, mais todo o processo que nos levaram e fizeram que nós chegássemos até aqui. Ou seja, os ensaios, as conversas que tivemos com eles, a forma com que eles entenderam e abraçaram esse trabalho, foi emocionante. É preciso darmos oportunidade para que eles possam se desenvolver, despertar o desejo de participar, se envolver, aprender e seguir um caminho baseado em algo que seja bom e verdadeiro para eles.

 

 


Texto: Alberto Passos/ Ascom Fasepa

Fotos: Fernando Sette Câmara

 

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