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Alegria e reinserção social são destaques do 3º Cortejo de Carnaval da Fasepa

 

Cerca de 80 adolescentes privados de liberdade saíram de suas unidades socioeducativas e encontraram-se nesta sexta-feira (2) na Rua Luís Cavalcante, em Ananindeua, para o tão esperado 3º Cortejo de Carnaval da Socioeducação. Iniciativa inédita no país, promovida pela Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa), que apresentou a sociedade os frutos das oficinas realizadas nos espaços socioeducativos do Estado e que busca garantir a reinserção do adolescente junto a sociedade, além de ampliar o conhecimento artístico e cultural dos internos e egressos da socioeducação.

 

 


A programação, desenvolvida por meio do projeto Ressignificando Caminhos da Socioeducação, superou as expectativas da organização, levando mais de 500 pessoas para a apresentação (incluindo adolescentes, seus familiares, servidores da Fasepa e convidados), na apresentação que buscou relatar a sociedade as fases do atendimento dos adolescentes em conflito com a lei, de forma leve e descontraída.

 

 


Durante todo o cortejo, socioeducandos, egressos e seus familiares ficaram à frente das apresentações, exercendo o seu protagonismo, como determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase). Entre eles está um jovem de 18 anos, que cumpre medida de internação na Unidade Socioeducativa (UASE) de Ananindeua e que participou de encenações teatrais durante todo o cortejo. Para ele, ter a oportunidade de fazer uma apresentação em liberdade é o sinal de que está conseguindo progredir durante o período em que está na Fasepa. “Esse momento é um exemplo de que tenho a chance de mudar minha vida. Uma grande oportunidade que a Fasepa me deu e que vai ajudar a alcançar minha liberdade. Deixando para trás o que fiz de errado e buscando agora só coisas boas”, disse o socioeducando.

 

 


Dividido em sete alas, o cortejo contou com a participação de adolescentes e técnicos de todas as unidades socioeducativas localizadas na região metropolitana de Belém, apresentando os resultados das oficinas e ensaios realizados em todos os espaços gerenciados pela Fasepa.

 

 


O cortejo contou com elementos que integram os grandes desfiles com elementos da cultura carnavalesca, como: comissão de frente, bateria, mestre sala e porta bandeira, além de outras alas que abordarão a temática da socioeducação. O arte-educador Emiliano Picanço foi o responsável pela coordenação das apresentações teatrais ao longo do cortejo e declarou que todas as atividades foram pensadas com o objetivo de deixar bons exemplos com os adolescentes. Evitando que eles voltem a cometer um novo ato infracional quando alcançarem a liberdade.

 

 


“A gente pensou em levar um verdadeiro espetáculo. Com uma linguagem que representasse todo o nosso trabalho e com os socioeducandos como protagonistas. Foram ensaios intensos, com o objetivo de levar boas lições para os socioeducandos e ajudando a formar novos cidadãos. São talentos que o Estado está descobrindo e ajudando a seguir por um novo caminho”, diz Emiliano.

 

 


O Cortejo de carnaval além de ser a culminância das oficinas de arte e cultura realizadas nas unidades da Fasepa, também é o encerramento das atividades carnavalescas realizadas fora dos espaços socioeducativos. O primeiro momento foi na última sexta-feira de janeiro, com o lançamento do samba-enredo da socioeducação, na Estação das Docas. Para o presidente da Fasepa, Simão Bastos, o sucesso dos dois eventos mostra que mais pessoas e instituições estão olhando com carinho para o trabalho com adolescentes que cometeram algum ato infracional, com mostras concretas de que é possível realizar o processo de ressocialização dos adolescentes. “Tanto a atividade de hoje quanto a de sexta-feira passada é o resultado de que cada vez mais pessoas estão sendo solidários com a socioeducação e buscam oferecer algo novo a esses adolescentes. Uma construção coletiva onde todos garantem a participação de adolescentes de todas as unidades socioeducativas e seus familiares. Os sorrisos e participação ativa dos internos e servidores é uma prova de podemos ressignificar os caminhos dos adolescentes”, afirma o presidente da Fasepa.

 

Todo o processo de segurança foi conduzido pela equipe de monitoria da Fasepa, em parceria com a Companhia Independente Especial de Polícia Assistencial (Ciepas), da Polícia Militar (PM/PA) e Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito de Ananindeua (Semutran).


Texto: Tiago Furtado

Fotos: Franklin Salvador / Ascom Fasepa
 

 

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