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Fasepa dialoga com grupos religiosos que atuam nas unidades socioeducativas

A Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa) mais uma vez dá a demonstração de que a transformação pessoal e social dos adolescentes e jovens que cumprem medidas socioeducativas se dá através da participação e do envolvimento de diversos atores. Dessa forma, a Fundação promoveu na tarde de ontem (30), uma reunião com os grupos religiosos que prestam assistência espiritual aos jovens nas 11 unidades socioeducativas da Região Metropolitana de Belém.


O encontro teve como objetivo dialogar de forma avaliativa com os participantes no sentido de propor alternativas e sugestões que contribuam para o fluxo do atendimento das unidades socioeducativas em consonância o trabalho evangelizador dos grupos. A partir de alguns encontros realizados desde 2015, aonde a gestão vem provendo agendas sistemáticas para estabelecer alguns procedimentos, portarias e ressaltar a necessidade de que sejam cumpridas as normativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e no Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase). A programação contou ainda com apresentações musicais e performances de dança das jovens do Centro Socioeducativo Feminino (Cesef). 

 

              


O presidente da Fasepa, Simão Bastos, agradeceu o apoio e comentou sobre a importância desse trabalho na vida dos adolescentes. “Nós queríamos agradecer o empenho de todos e destacar a luta de cada um de vocês conosco, pois sabemos que é árdua mais ao mesmo tempo muito gratificante. Nós estamos aqui porque acreditamos na recuperação e na transformação dos adolescentes e seus familiares por meio desse trabalho dentro das nossas espacialidades”, observou Simão. Ainda segundo ele, “é necessário alinhar cada vez mais a nossa atuação e aprofundar o diálogo com vocês, pois sabemos das transformações que já observamos na vida dos socioeducandos”.

 

             


O encontro contou com a participação de representantes de aproximadamente seis tipos de denominações religiosas como igreja católica, adventista, evangélicas, entre outras. Entre os frutos desse trabalho, está o ex-socioeducando, Thalison Andrade de 19 anos, que ficou pouco mais de dois anos na medida socioeducativa e que hoje desenvolve um trabalho parecido com que recebeu dentro do espaço socioeducativo.

 

 

           


“Quando cheguei à medida socioeducativa eu estava completamente desorientado, sem o apoio da minha família e desacreditado. Mas foi na dificuldade que eu tive a oportunidade de refletir sobre a minha vida e o que eu iria fazer dela daqui pra frente. Ainda que eu estivesse errado, tiveram pessoas que acreditaram na minha mudança e me levaram uma palavra de fé e esperança. Além de mim, tem mais três jovens que assim como eu, que passaram pela medida socioeducativa, fazem parte de um grupo da Igreja Universal que leva a palavra a outros jovens nas unidades socioeducativas”, destacou o rapaz.


Fabrício da Silva, que faz parte da Paróquia São Lucas Evangelista, é uma dessas pessoas que acredita que a espiritualidade é uma forma de auxiliar os socioeducandos e seus familiares a conseguir superar as adversidades da vida e tomarem decisões que promovam a paz, o amor e a compreensão entre as pessoas. “O meu grupo atua no Cesef e lá fazemos um trabalho evangelizador com as meninas. Não olhamos para o ato [infracional] que cometeram, e sim, no que elas podem fazer daqui pra frente. Com o tempo, nos tornamos pessoas onde elas nos veem como alguém que podem conversar, desabafar sem medo de fazermos qualquer julgamento. Nós respeitamos a individualidade e o momento de cada uma, mas sempre somos muito bem acolhidos”, finalizou Fabrício.

 

        


Lei – A lei federal Nº 8.069, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) diz que as entidades que desenvolvem programas de internação têm as seguintes obrigações entre outras: propiciar assistência religiosa àqueles que desejarem, de acordo com suas crenças. Já o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) propõe a oferta de atividades de espiritualidade, respeitando o interesse dos adolescentes em participar.
                                                                 

 

Texto: Alberto Passos/ Ascom Fasepa

Fotos: Franklin Salvador/AscomFasepa
 

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